no ghosts

 

Desde que me lembro que esta casa se chama “Moradia”.

Após um trabalho, ao longo dois anos, de catalogação, arquivo e pesquisa subjectiva de materiais e objectos acumulados por sucessivas gerações numa casa de família desabitada, a apresentação das obras e do próprio espaço é indissociável e simultânea. Entrar na casa é entrar na exposição e o facto das visitas serem sempre realizadas após o pôr-do-sol e a única luz presente ser emitida pelas peças em exibição, sublinha a importância deste vínculo.

Um circuito de luz e sombra estabelece-se em 3 andares. O visitante é atraído ao longo do percurso para as divisões - parcamente - iluminadas encontrando obras, espaços e pistas para o que estes espaços eram: restos de papel de parede, marcas da cola da carpete ou pregos esquecidos convivem com assemblages reconfiguradas e destacadas pela luz. As sombras espraiam-se, dobram e desenham outras divisões. O som do vídeo com o mesmo título da exposição, “no ghosts”, ecoa pelos vários andares. A memória e tempo integram o agora. A casa outrora morta está, finalmente, habitada. Já não há fantasmas.

Info adicional aqui

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